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Movimento Pela Paz e Não-Violência Londrina Pazeando

- curso de educação para paz realizado no colégio Maxi

Curso de Educação para a Paz

"A não-violência é o meu primeiro artigo de fé; é também o último artigo do meu credo" (Mahatma Gandhi).
"Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho." Abraham Johannes Muste.


Numa parceria entre o Movimento Pela Paz e Não-Violência - "LONDRINA PAZEANDO" e o COLÉGIO MAXI com material pedagógico da a ONG - "EDUCADORES PARA A PAZ" do RS está sendo ofertado para Londrina, no período de março a agosto de 2005 (cada 15 dias) , o "Curso de Educação para a Paz".
Segundo o Coordenador da "Londrina Pazeando", o curso tem por objetivo formar multiplicadores(as) na área de Educação para a Paz; e preparar educadores(as) para planejamento, acompanhamento e orientação das oficinas da paz.

O público-pretendido:
- professores e diretores de escola;
- lideranças juvenis;
- pais, especialmente associações de pais e mestres;
- lideranças comunitárias, sindicatos, associações de bairro;
- outras ONGs;
- autoridades executivas, legislativas e judiciárias.

METODOLOGIA DO CURSO
A metodologia utilizada na capacitação dos educadores acontece em forma de oficinas, uma vez que elas se constituem em espaços de reflexão, criação e construção do conhecimento, que reiteram a consagrada expressão pedagógica do "aprender fazendo" e onde se evidencia a importância da ação no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
A formação de educadores para a paz será realizada através de 12 oficinas de modo que a fundamentação do tema possa ser discutida e estudada, oportunizando a qualificação, tanto prática como teórica, de educandos e educadores na luta pela paz.
AS OFICINAS 
O curso de 30 horas realizado no espaço do Colégio Maxi, sob a orientação dos coordenadores da organização não-governamental Londrina Pazeando e será foi distribuído em doze oficinas: 
Oficina Betinho (01): Trabalhando violência no meio escolar;
Oficina Mahatma Gandhi (02): A não-violência: histórico, metodologia e caminhos.
Oficina Martin L. King (03): A educação para a paz: história, necessidade e princípios.
Oficina Chico Xavier (04): Fortalecendo conexões comunitárias e renovar a esperança: grupos e organizações que trabalham pela paz e não-violência.
Oficina Madre Tereza (05): Fortalecendo pessoas para serem ativistas de não-violência.
Oficina John Lenon (06): Abolindo preconceitos e estereótipos.
Oficina Albert Einstein (07): Instrumentalizando a resolução não-violenta de conflitos.
Oficina Chico Mendes (08): Diminuindo o potencial de agressão.
Oficina Francisco de Assis (09): Criando aversão à violência: crítica do currículo oculto e do militarismo.
Oficina Mãe Menininha Gantois (10): Construindo futuros de paz e não-violência
Oficina Dalai Lama (11): Oficinando para a paz: aprofundamento e sistematização da metodologia das oficinas.
Oficina Jesus Cristo (12): Organização de projetos de prevenção à violência no meio escolar

A EDUCAÇÃO PARA A PAZ
Nos últimos anos, a violência tem sido experimentada também como um problema educacional, seja por sua emergência dentro da própria comunidade escolar, atingindo várias expressões como a interferência de grupos externos, a depredação escolar, as brigas e agressões entre alunos(as), as agressões entre alunos(as) e adultos, violência familiar - violência na escola -, seja pela consciência das relações que se estabelecem entre o fato social e a educação - violência da escola. Entre as alternativas de solução a esta problemática, têm-se destacado aquelas que se centram no caminho educativo, com eixo na não-violência, denominadas genericamente como educação para a paz. 
A educação para a paz tem emergido, na interlocução da comunidade internacional, como uma alternativa eficaz e significativa à violência social. Tarefa mundial, exigência indiscutível, componente importante dos programas educativos, são alguns dos atributos referidos à educação para a paz. Quase que desconhecida no Brasil, a educação para a paz constitui-se, no entanto, em um verdadeiro movimento organizado e mobilizado em torno da educação para a paz. Multiplicam-se, em muitos lugares, associações de educadores para a paz e centros de educação para a paz, tendo florescido, nos últimos anos, uma abundante bibliografia, especialmente nos Estados Unidos, Espanha e Itália. Em algumas escolas, especialmente no primeiro mundo, a educação para a paz constitui-se em parte integrante do currículo escolar, sendo que, na Espanha, a educação para a paz integra um dos assim ditos temas transversais. Cursos sobre educação para a paz são promovidos por universidades na Itália, Alemanha, Bélgica, Cuba e Costa Rica. As escolas com filosofia inspirada em Célestin Freinet e Maria Montessori contam com comissões especiais de educação para a paz. Muitas organizações não-governamentais ligadas ao movimento pacifista têm-se dedicado à educação para a paz, promovendo oficinas e cursos sobre a temática, na busca de soluções dos conflitos nas áreas onde atuam. Embora a educação para a paz constitua-se num conceito abrangente, abrigando as mais diversas experiências, tanto na educação formal como na não-formal, sob os mais diversos títulos - educação para a paz, investigação para a paz, educação mundial, educação para a tolerância, educação para a convivência, educação para a sobrevivência, educação para a responsabilidade global, educação planetária, educação para o desarmamento, educação para a não-violência, educação para a compreensão, cooperação e a paz internacional -, podemos, sob estas diversas denominações, constatar um núcleo comum de preocupações, tais como: criar referenciais não-violentos, fortalecer conexões comunitárias e renovar a esperança; formar consenso para a paz, enquanto uma construção coletiva; fortalecer pessoas para serem ativistas de não-violência; lutar contra as desigualdades sociais; abolir preconceitos e estereótipos; instrumentalizar a resolução não-violenta de conflitos; diminuir o potencial de agressão; criar aversão à violência, com atitudes antimilitaristas e rejeição da violência. 
Muito da exaltação da violência no mundo atual, conforme Hannah Arendt, provém da degradação da ação política e cidadã. A promoção e o desenvolvimento da ação geradora do novo e da cidadania apresenta-se como uma alternativa para diminuir a violência que surge no vácuo da participação social. As experiências educativas mais conseqüentes, aquelas que têm obtido um resultado mais eficaz nas alternativas à violência, são exatamente aquelas que estão conseguindo criar espaço de ação política em seu próprio seio. A juventude tem se mostrado muito aberta e receptiva a tudo que vem promover e desenvolver a cidadania e o protagonismo infanto-juvenil. 
Multiplicar o número de educadores comprometidos com a educação para a paz, para assessorar grupos de jovens comprometidos com a não-violência, revela-se como uma alternativa para a busca de solução para o complexo problema da violência no meio escolar. Não basta estigmatizar a violência, é preciso potencializar os esforços de paz e de mudança presentes nas pessoas.

"CURSO DE EDUCAÇÃO PARA A PAZ"
O curso será ofertado gratuitamente aos participantes, mediante o compromisso de se comprometer com a multiplicação do trabalho de "educação para a Paz"

  • 30 horas, consta de 12 oficinas, de 2:30 horas cada,
  • Período a cada 15 dias ou seja 2 oficinas por mês.
  • Dia da semana (Terça das 19 às 21:30 hs)
  • Início em março/2005 e termino em agosto/2005
  • Local: Colégio Maxi
  • Vagas por turma: 40 pessoas.
  • Inscrições:

1. Londrina Pazeando (Luis Claudio Galhardi 9996-1283/ Maria Luiza 9994-0504 e-mail paz@londrinapazenado.org.br

2. SINEPE Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná fone: 3342-1990

  • Nosso público-pretendido:

- professores e diretores de escola;

- lideranças juvenis;

- pais, especialmente associações de pais e mestres;

- lideranças comunitárias, sindicatos, associações de bairro;

- outras ONGs;

- autoridades executivas, legislativas e judiciárias.

  • CALENDÁRIO

março Terça 15 e 29

abril Terça 12 e26

maio Terça 10 e 24

junho Terça 07 e 21

julho Terça 05 e 19

agosto Terça 02 e 16

  • Certificado de participação: com 70% de freqüência. 
    BAIXAR memórias das oficinas (clique aqui)